segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Maragogipe, Bahia



Maragogipe fica, exatamente, no ponto de encontro do Rio Paraguaçu com o Rio Guaí, formando uma extensa região de lagamar, cercada por cerca de 30 km de manguezais com, aproximadamente, 30 metros de largura. Apresenta excelentes condições para o turismo náutico, contando, inclusive, com uma ponte de atracação para embarcações de grande porte. 

Último paradeiro náutico do Recôncavo Baiano, a cidade ainda abriga, no porto do Caijá, dezenas de canoas e saveiros. As antigas embarcações à vela eram muito utilizadas para o transporte das mais diversas mercadorias no interior da Baía de Todos os Santos até recentemente. Hoje, ainda restam alguns exemplares concorrendo com meios de transporte mais modernos. Como outras cidades da região, Maragogipe traz uma forte tradição religiosa católica, mas é também comprometida com o candomblé. A cidade pacata se transforma durante o mês de agosto, quando é celebrada a festa de seu padroeiro, São Bartolomeu.

Cidade de valor histórico, Maragogipe foi fundada durante o ciclo açucareiro do período colonial. No centro histórico é possível apreciar a arquitetura em estilo colonial dos prédios, sendo alguns tombados pelo Patrimônio Histórico. Destaque para a Matriz de São Bartolomeu, construída no século XVII; o coreto na praça da Matriz; a casa paroquial; a Santa Casa da Misericórdia; e a Casa de Câmara e Cadeia, construída no século XVIII no mesmo estilo das Casas de Salvador.


Tradicional porto do Recôncavo, a cidade oferece uma farra gastronômica de peixes e camarões. Um passeio de barco revela as ruínas históricas do Convento de São Francisco e as antigas sedes dos engenhos Novo, Velho e da Ponta. Maragogipe oferece passeio de barcos que contemplam a paisagem da Baía de Todos os Santos e, com sorte, um balé de golfinhos em torno do barco.


HISTÓRIA DA CIDADE

Uma tribo de índios Aimoré dominava a margem direita do Rio Peroaçu (mais tarde Paraguaçu) no trecho em que este recebe as águas do Guaí, e chamavam o lugar de “Marag-gyp” em razão do local ser cercado por extensos manguezais, habitat de insetos, especialmente nas mudanças de maré. A partir daí, surgiu o nome da cidade que, ainda hoje, encanta pelas belas paisagens.


Principais Pontos Turísticos:

  • Centro Histórico



A arquitetura colonial é significativa, com prédios tombados pelo Patrimônio, além de outros do início do século, como a antiga Vila Suerdieck e as ruínas da fábrica Dannemann, herança dos tempos áureos da indústria do fumo.
   
O destaque é para a Matriz de São Bartolomeu, construída no século XVII, no topo de uma colina para onde a cidade cresceu.

O coreto na praça da Matriz, a casa paroquial, a sede das centenárias filarmônicas Terpsícore e Dois de Julho e a Santa Casa da Misericórdia conservam a aparência colonial da cidade que parou no tempo.

A Casa de Câmara e Cadeia, construção do século XVIII no mesmo estilo das Casas de Salvador e Santo Amaro, remonta ao tempo em que o General Labatut foi preso pelos portugueses, e a população lutou bravamente pela Independência do Brasil, o que inclusive lhe valeu o título de Patriótica Cidade de Maragogipe.




A Casa de Câmera e Cadeia.
O belo coreto da praça

  • Casa Paroquial

Uma casa azul, de dois andares, onde mora o padre Reginaldo, que celebra as missas na igreja Matriz. Está situada em frente à praça principal da cidade (Praça Dr. João Pessoa).




  • Igreja Matriz

A Igreja Matriz de São Bartolomeu foi construída pelos escravos em meados do ano de 1640. Está situada numa parte alta da cidade e fica de costas para a praça principal. Diz à lenda que os escravos construíram a igreja e no momento da missa de inauguração foram impedidos de participar, e como forma de protesto começaram a falar palavrões na frente do templo e saíram pelas ruas da cidade gritando, e até hoje esse protesto é realizado no dia da lavagem da cidade, uma semana antes da comemoração do padroeiro.




  • Convento de São Francisco do Paraguaçu

Datada da segunda metade do século XVII, a bela construção encontra-se em ruínas. Todavia, ainda é possível vislumbrar a sua magnitude,  conservada nos vestígios dos azulejos que emolduravam o claustro e a galilé em abobada de aresta. 

De traços arquitônicos inovadores, o convento contava com um aqueduto, construído sobre arcos que ligava a cozinha ao poço, e responsável pelo transporte da água por gravidade; uma característica renascentista criada por Leonardo Da Vinci. Cais, escadarias, terraço, cruzeiro, adro, além da igreja e do convento propriamente dito, compõem o belo monumento arquitetônico deste que é um dos mais antigos mosteiros da Bahia.


Localizada no Distrito Santiago do Iguape, em São Francisco do Paraguaçu, a Igreja possui uma notável escadaria, a qual avança até as águas do Iguape, em total harmonia com a paisagem.

É precedida por um amplo pátio murado e o convento, bem ao estilo das antigas casas de engenho, com destaque para a bela varanda de frente para as águas do imponente Paraguaçu. 







Muito embora pertença ao município vizinho de Cachoeira, o Convento de São Francisco do Paraguaçu, na Baía do Iguape, é uma parada obrigatória de qualquer passeio fluvial em Maragogipe, além de velejadores e outros adeptos de esportes náuticos.







As  ruínas do antigo convento, surge imponente numa paisagem impressionante.

  • Santa Casa de Misericórdia

Está localizada em um dos pontos mais altos da cidade. Da Santa Casa de Misericórdia é possível ver quase toda a cidade e parte da beleza natural de Maragogipe, o Rio Paraguaçu. Funciona como hospital.



  • Alto do Cruzeiro

Mirante natural, é o ponto mais alto de Maragogipe de onde se descortina a cidade, o manguezal e o encontro dos rios Paraguaçu e Guaí. É também local de peregrinação religiosa. Outro mirante é o do cemitério, com uma bela vista da Baía do Iguape, ponte de atracação, Convento de São Francisco e a ilha dos Franceses.



  • Lagamar e Baixo Paraguaçu

Ilha dos Franceses
Envolta por uma intocada floresta tropical, restinga e um vasto mangue, a paisagem da região do Lagamar e Baixo Paraguaçu, em Maragogipe, enfeitiça com suas inúmeras ilhas e pontos pitorescos.

Ao longo do percurso sobre as águas deste que é o maior rio genuinamente baiano – o Paraguaçu -, os atrativos se sucedem e encantam pela natureza singular e o alto grau de preservação:

Ilha dos Franceses, Gruta do Cantagalo, Capela do antigo Engenho Capanema, Fazenda Salamina, Cascata do Guimarães e a Cachoeira da Gruta do Sol – esta última com pequena infra-estrutura de apoio - são algumas das paradas obrigatórias para quem deseja conhecer melhor a região. Não deixe de visitar também o Convento de São Francisco do Paraguaçu, na Baía do Iguape, no município vizinho de Cachoeira. A sucessão de belezas naturais continua no caminho de volta, através do Rio dos Reis, passando por dentro do manguezal.


  • Cachoeira do Urubu

Pico para a prática do cascading (rapel em cachoeiras) e escalada no sentido inverso, a Cachoeira do Urubu, formada pelo Rio Quelembe e ocultada por mata densa, tem cerca de 20 m de altura, caindo em um pequeno lago de grande profundidade. Possui uma lenda segundo os habitantes da cidade que diz que: “quem toma banho ali, casa aqui”, toda pessoa que vem de fora e que toma banho na cascata da cachoeira se encanta e acaba permanecendo na cidade, e caso tente sair pode acontecer algum mal, tanto para a pessoa como para os familiares.




  • Ponta do Souza – Praia do Pina

No verão é a mais concorrida pelos habitantes da região. Mesmo fluvial, a praia sofre influência das marés. Rio, mata e manguezal formam a paisagem deslumbrante onde mulheres e crianças vivem de mariscar. Deste ponto é possível ter uma idéia dos rios que formam a bacia hidrográfica do Paraguaçu: Guaí, Urubu, Cachoeirinha e, naturalmente, o Paraguaçu. Sua paisagem bastante pitoresca inclui mata nativa, restingas e manguezais, contribuindo para a grande biodiversidade do local.



  • Cabeça do "Nego"

Situada as margens do Rio Paraguaçu a Cabeça do Nego como é conhecida na região, guarda a lenda de que, quando foi criado o engenho de açúcar na região, a filha de um barão se apaixonou por um dos escravos. Depois de um tempo ela apareceu grávida, o pai ordenou que seus criados cavassem um buraco, amarrassem o escravo em um pau e colocasse-o em pé dentro do buraco. A maré encheu e quando esvaziou o escravo tinha desaparecido, e até hoje muitas pessoas ouvem, à noite, os gritos e gemidos do negro.



  • Ilha dos Franceses
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Localizada também as margens do Rio Paraguaçu, a um quilometro e meio de barco saindo do Porto de Maragojipe, a Ilha dos Franceses é o local onde foi cravada a primeira Batalha Naval da América do Sul, no ano de 1526.



  • Forte da Salamina

Há três quilômetros saindo de barco do Porto de Maragojipe o Forte da Salamina foi à casa de alojamento dos soldados, local também onde eram guardadas as armas de combate, e funcionava como ponto estratégico para se defender dos inimigos que tentavam explorar as riquezas da região, na época o Pau Brasil.



  • Poço da Sereia

É uma gruta que fica situada na mata do Povoado de Capanema. É uma cachoeira com uma queda d’água muito forte. Para chegar até o poço o turista percorre cerca de 10 km da cidade de Maragojipe.




  • Cachoeira Gruta do Sol


Fica localizada dentro de uma propriedade privada, em meio à mata fechada e acesso por uma trilha com vários obstáculos. A queda D’Água é de cerca de 10 metros de altura.




  • Engenho da Salamina


Local onde era fabricado o açúcar no final do século XVII, XVII e ainda no final do século XIX. As ruínas dos engenhos ficam dentro da Fazenda Salamina.




  • Igreja de Santo Antônio do Saboeiro


Localizada no bairro do Cajá, a Igreja de Santo Antônio do Saboeiro foi construída logo depois da igreja matriz de São Bartolomeu. É o segundo santo mais venerado na cidade.




  • Filarmônica Terpisícore


Com as cores azul e branco, o prédio da Filarmônica Terpsícore Popular fica situado do lado esquerdo da Praça Antônio Rebouças. A parte interna do prédio abriga um rico acervo sobre a história da filarmônica, como: fotos e instrumentos, e também pode ser alugado para eventos.




  • Filarmônica Dois de Julho


Localizada do lado esquerdo da igreja matriz de São Bartolomeu, que também é o guardião da Filarmônica, o prédio da Dois de Julho é pintado com as duas cores que representam o Brasil e que constituem a bandeira da filarmônica: o verde e o amarelo.



  • Festa de São Bartolomeu

Imagem gigante de São Bartolomeu situada no centro da cidade.
Durante todo o mês de agosto, o município de Maragojipe se volta para a festa de São Bartolomeu, o padroeiro da cidade. São mais de 30 dias e uma das maiores manifestações religiosas e populares do Recôncavo baiano.

Procissões, novenas, missas, dia de oração em preparação à festa, lavagens de rua, faxina do templo católico, rodas de samba, concurso de filarmônicas e encontros de fanfarras. No período a cidade fica completamente lotada de fiéis e turistas de toda parte.



  • Carnaval


O Carnaval de Maragojipe é considerado Patrimonio Imaterial da Bahia e se destaca pela peculiaridade do uso de máscaras, alegorias e bandas de sopro.

O carnaval de Maragogipe tem inspiração nas festas similares que ocorriam na Europa no século XIX, onde há uma forte predominância de fantasias de figuras folclóricas, como os antigos carnavais que hoje só acontecem em salões privados.

As músicas dos carnavais antigos são executadas no palco principal e também há trios elétricos à noite.Os personagens mascarados são chamados pela população de "os caretas". É uma diversão gostosa pra toda a família e para as crianças. Se tiver no carnaval de Maragogipe, prefira sair à tarde.

Fantasias e irreverência: Maragogipe se transforma em "Veneza" no carnaval.
Os "caretas" adoram zoar durante a festa.
 



  • Regata Aratu-Maragojipe



Considerado um dos maiores eventos náuticos da América Latina a regata nasceu no ano de 1969 com a denominação de “Regata de São Bartolomeu”, em homenagem ao Santo padroeiro da cidade.

Nas primeiras edições do evento a grande maioria das embarcações participantes era composta pelos tradicionais saveiros, muito comuns e numerosos na época.


Decorridos os anos, os modernos Veleiros de Oceano passaram a ser os protagonistas da competição, distribuídos em mais de vinte classes. Os tradicionais “Saveiros de Vela de Içar”, hoje em número bastante reduzido, também dão grande beleza ao evento.





 COMO CHEGAR:

Saindo de Salvador, pela BR-324, por 59 km, até o entroncamento da BA-026, percorre-se mais 11 km, até Santo Amaro. A partir deste ponto, siga para a Cidade de Cachoeira pela mesma BA-026, por mais 38 km. De Cachoeira, atravesse a ponte D. Pedro II para São Félix e siga por 23 km em direção sul, até Maragogipe.







Fontes:

http://www.bahia.com.br/node/9729
http://www.juracireboucas.com/2013/02/domingo-de-carnaval-em-maragojipe-parte.html
http://turismomaragogipe.blogspot.com.br/
www.ferias.tur.br/informacoes/815/maragogipe-ba.html#ixzz2KqKnHapH
redacaoativareconcavo.blogspot.com.br
Google Imagens

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